Estivemos à conversa com o nosso novo treinador da equipa de futebol sénior, o Mister Grave, a fim de dar a conhecer aos nossos Sócios quem é o Homem e as suas linhas de pensamento para o nosso Clube.

- Mister José Grave, primeiramente, seja muito bem-vindo de volta ao GD Águias de Camarate.

- Muito obrigado, é com todo o gosto que volto a um clube que me deu muito prazer ter trabalhado.

- O Mister já havia treinado a nossa equipa de futebol sénior anteriormente certo? Em que ano?

- Sim, foi na época 2004/05, o clube estava na primeira divisão distrital o que era o pró- nacional da época que findou.

- Após a sua partida do clube, continuou a acompanhar a notícias do Águias de Camarate?

- É uma coisa que faço sempre é acompanhar os clubes por onde passo. Um dos motivos são os atletas porque tentamos seguir o seu percurso e a sua evolução outro motivo também são as relações de amizade que deixamos dentro do clube e que gostamos que continuem a fazer um bom trabalho.

- E como é que recorda essa passagem pela Quinta dos Barros? Que recordações traz consigo dessa altura?

- Recordo-me de ter sido difícil. Na primeira jornada em que entrei joguei fora contra o Lourel tinha apenas dez jogadores disponíveis e um lesionado mas perdemos apenas por um zero com um golo no primeiro minuto na primeira jogada do adversário. Depois foi necessário um tempo para estabilizar a equipa com a entrada de novos jogadores porque tinha existido uma saída de vários jogadores importantes para o Charneca.

E é contra o Charneca que tenho as melhores recordações de ter vivido um derby por vários motivos.

1º Motivo o Charneca estava a lutar para não descer e eu tinha sido seu treinador nas duas épocas anteriores.

2º Motivo na época anterior tinha vivido este derby de forma intensa, lembro-me de ter ganho para a taça e ter empatado para o campeonato aqui em Camarate, e naquele momento estavam do outro lado os que me tinham apoiado que agora eram contra mim.

3º Motivo os jogadores do Camarate tinham trocado o clube pelo Charneca e existia alguma revolta nos colegas que ficaram e nos próprios adeptos.

Na primeira volta fomos lá ganhar por 4-3 mas na segunda volta o jogo era decisivo para o Charneca se perdesse descia de divisão e o Camarate podia ficar em dificuldades. Nessa semana vinham espiar os nossos treinos, toda a gente falava no jogo, a rivalidade entre os dois clubes estava ao rubro.

Fomos a jogo, a Quinta dos Barros estava cheia, ganhámos por dois a zero e quando foi o segundo golo, de uma jogada estudada, fui festejar com o meu jogador que marcou o golo e eles nunca me perdoaram. Foi um jogo com uma tensão incrível que quem viveu não esquece.

- Recém-chegado ao clube, quais são as principais diferenças que mais rapidamente lhe saltam à vista no Águias de Camarate de hoje comparativamente com o Águias de Camarate da sua primeira passagem?

- Existem algumas diferenças e uma delas é a excelente organização da sua escola de futebol que está dar excelentes resultados em que o Felipe Barroquinho tem feito um trabalho espectacular.

Em relação ao futebol juvenil ou seja iniciados juvenis e juniores não tanto porque continua a não conciliar o talento natural do jogador de bairro com um modelo ou uma ideia de jogo.

Em relação ao futebol sénior eu estava a seguir o campeonato e a determinada altura pareceu-me ter existido alguma desmotivação por motivos que eu ainda não consegui descortinar mas certamente não foi por falta de talento dos jogadores nem da competência dos seus treinadores.

Mas se tivesse acontecido na altura a descida de divisão era certa porque com dezoito equipas e existindo muito equilíbrio entre elas era sempre necessário fazer 34 ou 35 pontos para a manutenção. Penso que é aqui neste desequilíbrio que reside a diferença porque este ano a equipa na linha de água apenas fez 23 ou 24 pontos se não estou enganado.

Em relação à direcção do clube neste momento é muito mais organizada mas tem uma particularidade sabe qual é a direcção por onde quer seguir e isso é meio caminho meio andado para atingir os seus objectivos o que não acontecia naquele tempo. No entanto bate-se com o eterno problema monetário como antigamente que muitas das vezes inibe qualquer ideia.

- Neste projeto atual no Águias de Camarate o mister não será apenas o treinador de futebol sénior mas será também o coordenador do futebol juvenil do clube, nomeadamente das equipas de juniores, juvenis e iniciados. O que o levou a aceitar este desafio e que benefícios e dificuldades julga que isto lhe trará?

- Benefícios como treinador será sempre o prazer de treinar e competir e confrontar-me com todos os problemas inerentes a um grupo de vinte cinco homens. Não é fácil ser treinador do Camarate porque tem algumas particularidades que é preciso dar a volta mas não é nada a que eu não esteja habituado.

Em relação à coordenação do futebol juvenil aqui sim está difícil e preocupante porque todas as equipas estão na última divisão e há que ter uma estratégia para mudar a situação rapidamente.

No meu ponto de vista há que dar continuidade ao trabalho da escola de futebol do clube e para tal é necessário treinadores qualificados e que consigam trabalhar em equipa e não cair na tentação de encontrar treinadores amigos dos amigos que até foram jogadores mas que em termos de perfil pedagógico talvez não consigam dar continuidade ao que vem de trás.

Depois existe um segundo problema o clube não ser a primeira escolha dos jovens jogadores da zona por vários motivos e de conseguir treinadores bastante qualificados pela divisão onde se encontram as equipas o que dificulta criar uma sistema ou uma ideia de jogo além de não se conseguir criar uma mística que em tempos existiu e que conheci muito bem.

No entanto vamos continuar a lutar e não desistir do objectivo.

- Sendo o Mister também Professor e tento em conta que uma das grandes bandeiras do Águias de Camarate é a formação, não só desportiva, mas também social e moral das dezenas de crianças que diariamente treinam no nosso clube, que melhoria a nível educacional julga que poderia ser implementada no futebol de formação de forma a potencializar a prática desportiva nos jovens e incentivar os mesmos na vertente educacional?

- Existem duas vertentes. Uma a moral e a outra a educacional.

Na vertente moral há que integrar valores e isto é uma preocupação pois é o que vai formar aqueles meninos para a vida e que sem esses valores dificilmente serão alguém. Quanto a mim parece-me que a disciplina tanto comportamental e de relacionamento é a primeira regra para o sucesso para depois incutir a motivação que lhe permita criar objectivos em que o compromisso a superação e a competitividade apareçam como factores essenciais e, por último, a partilha desenvolvendo o espirito de grupo para que perceba que ele depende dos outros e os outros dependem dele e que em grupo somos mais fortes do que isoladamente.

Isto trabalha-se mas é preciso saber fazer não só dizer.

A formação escolar, quanto a mim, é da maior importância. O treinador deve interessar-se e apoiar o jovem jogador. Não me parece que o castigar quando o rendimento escolar não é o melhor seja o processo de resolver o problema. O problema começa é saber como como apoiar. Uma das minhas intenções era criar um espaço para os jogadores fazerem os trabalhos de casa e serem apoiados nas suas dificuldades por alguém mas talvez numa segunda fase se consiga.

- Esta época o Águias de Camarate também está na Honra, a partir da próxima época denominada de 2ª divisão distrital, como estava na altura da sua anterior passagem pelo clube. De lá até então já se passaram uns bons anos, e tendo em conta a sua larga experiência no futebol, que principais diferenças encontra no atual futebol da divisão de honra e no futebol praticado na sua anterior passagem por Camarate na mesma divisão?

- Na minha altura o Camarate estava na divisão acima. Uma divisão acima faz muita diferença tanto na qualidade técnica do jogador como na sua capacidade física e mental o que determina logo um jogo mais rápido e mais técnico além de tacticamente serem mais evoluídos porque muitas das vezes existem jogadores vindos de divisões superiores com muita experiência que emprestam uma maior qualidade ao jogo.

O Camarate naquele ano teve a jogar na sua equipa quatro ou cinco jogadores que  tinham jogado na antiga terceira divisão e um g.redes da campeonato nacional de juniores o que lhes permitiria jogar ao nível das melhores equipas da divisão de honra da época passada.

- É certo que ainda é cedo para lhe pedir grandes avaliações mas já foram realizados alguns treinos, captações e contratações. Já consegue ter alguma opinião sobre a equipa que irá ter ao seu dispor para a época 2019/20?

- Sim tenho, embora tivesse perdido dois bons jogadores que vinham dar um contributo á equipa muito especial vieram outros dentro da mesma bitola.

O plantel é equilibrado, tem juventude misturada com a experiência existindo alguns jogadores com muito talento que me permite dizer que vamos fazer um campeonato tranquilo no entanto a postura correcta consigo próprio de cada atleta no treino e no jogo e o compromisso com o clube tem de existir e é fundamental porque a competição assim o exige.

- Sabendo de antemão que o ideal é ter a perfeição da ligação tática, com a plenitude física e o primor da técnica pois tudo é importante. Escolhendo uma das três qual daria primazia?

- No meu ponto de vista as três vertentes são tão importantes que não dou primazia a nenhuma pois não pode viver uma sem as outras duas ou estas sem a outra. O problema é saber como lá chegar em função de uma ideia e de um objectivo por isso mesmo treinar é tão motivante e apaixonante.

Aqui entra a metodologia do treino que é preciso dominar ou seja através Periodização convencional ou no Treino integrado ou ainda com a Periodização táctica atingir uma forma de jogar.

- O Mister tem um estilo de jogo preferido que queira implementar ou tenta adaptar um modelo de jogo em prol dos jogadores que tem à disposição?

- Se eu fosse treinador do Real Madrid teria o dinheiro suficiente para ter os jogadores com as características necessárias a um sistema táctico e a uma ideia de jogo em função de adversários e competições mas a minha realidade é diferente tenho de pensar e adaptar-me aos jogadores que tenho á disposição

- Já tem algum modelo estudado, ou pensado, que queira implementar no Águias de Camarate?

- Claro que em função do nosso campo teria sempre de ter um modelo bem pensado mas também não ser escravo apenas de uma forma de jogar porque isso retirar-nos-ia opções em função das diferentes características dos adversários.

Teremos sempre de partir de uma forma e ideia de jogo no entanto também temos de perceber que para neutralizar os adversários por vezes terá de existir modificações na estrutura e planos B e C perante o que se está passar dentro e fora do campo.

- O modelo de jogo que adoptar para a equipa sénior será o modelo de jogo que será implementado nos outros escalões de formação?

- Neste momento não é viável porque tanto os juvenis como os juniores não têm os jogadores com as características nem cultura táctica que lhes permita perceber o jogo. Ainda temos o jogador posicional que joga em função das suas características físicas e psicológicas que não consegue pensar em equipa. É preferível jogar pelo seguro e deixá-los evoluir actuando num sistema em que a divisão do espaço seja mais racional e pouco a pouco ir introduzindo nuances tácticas porque doutra forma o jogador desinteressa-se porque não está habituado aos mecanismos da disciplina táctica.

- O Mister, como treinador e como jogador, teve passagens por alguns dos melhores clubes da Associação de Futebol de Lisboa. Como jogador inclusivamente chegou a integrar os treinos da seleção de futebol de Lisboa. Estes anos passados de futebol dotam-no de um profundo conhecimento relativamente aos meandros do futebol. É fácil utilizar e transmitir toda essa bagagem futebolística dentro de um balneário, muitas vezes jovem, e conseguir fazer passar a mensagem e experiência de forma a que os jogadores assimilem e coloquem em prática dentro de campo toda a sua experiência e conhecimento que lhes transmite?

- O problema do jogador é não querer sair da sua zona de conforto e quando assim é torna-se difícil passar a mensagem. O jogador torna-se reactivo quando não percebe, não gosta que lhe digam que não sabe ou que está errado e quando chega a júnior muito menos porque sempre fez assim de uma forma mais ou menos livre é sempre um processo gradual há que saber como se vai dizer e quando.

Mas existem técnicas para fazer passar a mensagem como o ensino guiado em que se coloca o problema ao jogador e ele próprio encontra a solução e acaba por ter a melhor tomada de decisão.

Outra forma é recorrer ao vídeo produzindo animações demonstrando a ideia e o objectivo tanto individual como colectivamente. Sabemos que pela transmissão oral apenas regista 5% de informação e pela visual 30% + prática pode chegar ao 50% e se os resultados aparecem acabam sempre ser eles próprios a querer fazer daquela forma.

- Acha que o jogador de futebol de hoje, desde a formação, de uma maior atenção particular por parte dos técnicos tendo em vista a suplantação das suas maiores dificuldades com trabalho extra mais específico, tirando um pouco o foco ao tradicional trabalho de equipa?

- Pessoalmente não acredito no treino analítico. Todo o trabalho descontextualizado do jogo não leva á tomada de decisão correcta do atleta que se exigiria para aquele momento do jogo com que se depara. Se problema é físico é outra questão. Mas esse trabalho compensatório de forma que o potencial do atleta se desenvolva tem de ser feito de forma inteligente direccionado às características do jogo. Às vezes é necessário. Mas também temos de perceber o que é o trabalho tradicional com bola. Uma bola para vinte e dois jogadores é importante mas não chega. O trabalho em espaço reduzido e jogo condicionado são ferramentas de trabalho específico indispensável á modelação do jogador.

- Entende que quanto mais cedo for feito esse trabalho melhor será para o jogador e equipa aquando da chegada deste à equipa principal, podendo assim concentrar-se mais na equipa e menos em si potencializando toda a sua aprendizagem e colocando a mesma a 100% em prol do sucesso desportivo da equipa?

- Ninguém nasce jogador de futebol ou quer que seja. O futebol aprende-se como qualquer outra coisa. Mas também sabemos que quanto mais tarde mais difícil se torna evoluir. Exemplos disto é os jogadores que chegam a profissionais nos grandes clubes nunca terem começado depois da categoria de iniciados nas suas equipas de competição salvo uma ou duas excepções em quase trinta anos.

Acima de tudo o futebol baseia-se no gesto técnico inserido em conceitos. A questão começa por como treinar conceitos que para muitos são coisas subjectivas como pressing contenção desmarcação ou marcação.

O contacto persistente com a bola e com o jogo desde muito novo vai fazer evoluir a sua psicomotricidade no sentido de entender qual a decisão a tomar qual o gesto técnico mais adequado a cada situação e aí estou de acordo que quanto mais cedo melhor.

- Hoje em dia tem-se visto uma maior integração de psicólogos desportivos nas equipas técnicas dos clubes de futebol. Julga que isto poderá fazer sentido tendo em conta os tempos em que vivemos? Vê algum tipo de benefícios nesta inovação?

- Quanto a mim tem todo o sentido. Eu tive a oportunidade trabalhar com um mental coach numa equipa de juniores e ele conseguiu demonstrar-me a personalidade de cada jogador e a forma como lidaríamos com o processo de cada um foi um trabalho muito interessante mas que não teve continuidade por falta de verbas.

Neste momento faço um curso de mental coach mais na direcção do meu relacionamento e gerência da equipa de futebol e utilizo algumas técnicas e funcionam.

- Tendo o Mister uma dedicação ímpar a este desporto, sente-se um “pensador” do futebol? Qual é a sua visão do futebol atualmente?

- Não sou um pensador apenas sou alguém que o jogo o fascina e tudo o que o rodeia e que tenta perceber como as coisas funcionam.

Eu pessoalmente não leio jornais desportivos nem vejo programas de televisão sobre futebol porque apenas estão direccionados para a retórica de café portanto a minha opinião a não ser sobre treino ou sobre táctica é curta no entanto estou atento e percebo que o jogo de interesses fora do futebol implica muitas vezes com o resultado colocando treinadores e jogadores e até árbitros em situações que não deveriam acontecer.

Mas a minha visão do que realmente importa que é o jogo penso que está num processo constante de evolução. Neste momento os meios tecnológicos tornaram-se ferramentas indispensáveis ao treinador e aquele que não perceber isto rapidamente vai ficar de fora. O treino e a forma de jogar é determinada em função de uma avaliação através de meios tecnológicos que permitem direccionarem ao pormenor individualmente e colectivamente nos aspectos técnicos tácticos físicos e até mentais originando que no futebol neste momento existam especialistas em diversas áreas.

No entanto também é verdade que o conhecimento está ali á mão mas necessita de saber aplicá-lo e o que acontece é ver treinadores copiarem sem critério não criando uma entidade seja ela qual for treinando de uma forma desajustada o que se torna preocupante.

Um outro problema quanto a mim é os treinadores serem cada vez mais novos especialmente no futebol juvenil o que coloca diversos problemas.

Alguns começam a treinar com idade onde se aprende a jogar isto só acontece porque algumas escolas não querem pagar a um treinador mas no futuro o que vai acontecer é que este miúdo vai ser mesmo treinador competente até nas funções e conhecimento do treino e do jogo e aparece como líder de uma equipa sem experiência de vida cometendo erros de pedagógicos e de liderança terríveis com miúdos muito pouco mais novos que ele e aqui sim é um problema porque a irresponsabilidade é enorme de quem permite. Até porque aspiração de um treinador destes é sempre chegar lá acima o mais depressa possível e geralmente não olha a meios.

- Falando um pouco mais de si, fora da azáfama do futebol, quem é o José Grave?

- Esta é a pergunta mais difícil porque não sei falar de mim próprio mas o que posso dizer foi que deixei de jogar muito cedo por opção. Na altura eu jogava no Atlético Clube de Portugal quando estava na primeira divisão nacional e desde os juniores que era chamado para integrar os trabalhos dos seniores. Fiz uma análise a mim próprio como jogador e tomei como referencia jogadores que tinham sido campeões nacionais e que estavam ali ao pé de mim e percebi que nunca iria lá chegar aquele nível e fiz a opção de partir para um trajecto de vida ligado ao treino físico e ao ensino que me deu estabilidade e muita experiência de vida especialmente o contacto com os mais novos o que me obrigou renovar-me constantemente e ter um espirito jovem fruto dessa vivência.

- Ao fim de tantos anos de futebol, qual é a motivação que o José Grave tem para continuar a sair de casa todos os dias e continuar a ser o Mister José Grave?

- A minha motivação é dar aos outros é partilhar algo que possa ajudar os outros a serem melhores é participar em projectos que façam com que vida seja melhor e também é o vício da adrenalina do jogo e o prazer de ganhar.

- Tirando o futebol quais são os seus hobbies e interesses?

- Na escola aprendi a estudar na horizontal e na profundidade o que me levou muitas das vezes a encontrar interligações com aquilo que procurava de diferentes formas do conhecimento dos mais diversos lugares e é isso que me fascina a evolução do homem através do tempo ou seja estudar história também é um hobbie.

- Mister, muito obrigado por esta entrevista, desejo-lhe a maior sorte ao comando da nossa equipa e que o nosso sucesso desportivo seja o reflexo do seu magnífico trabalho.

- Obrigado eu, foi um prazer.